sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

PROGRAMA EMITIDO DIA 10 – 01 – 08

Seja de novo bem-vindo para mais um SOSAnimal na RDS!
Todas as semanas aqui estamos, sempre uma vez por semana a dar voz aos nossos pequenos amigos de 4 patas, sejam eles cães, gatos ou outros animais que façam parte das nossas vidas neste País que tão mal trata os animais.

A propósito começamos o programa de hoje, com a ausência mais uma vez, da Sandra Cardoso. Foi de todo impossível para a Sandra estar hoje aqui presente, por motivos de saúde, ficamos a aguardar que muito em breve possamos ter de novo aqui a Sandra, com o Alexandre em estúdio.

Os meus votos sinceros de rápidas melhoras, Sandra! - AR

Para já, e hoje com o Alexandre sózinho no estúdio, mas consigo aí desse lado, vamos levar em frente mais esta emissão do SOSAnimal e mais importante que tudo é que mais uma vez garantimos que os nossos pequenos amigos têem alguém que fale por eles: eu e você.

Então, recebemos aqui um texto, da Kleicy Borges que foi enviado do Canadá. Precisamente alguém que acompanha as nossas emissões através da Internet e que visita regularmente o nosso blogue (obrigada Kleicy por ler este blogue -AR), manda este texto que, pelo sentido que faz, merece ser referido na abertura do programa de hoje

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OS ANIMAIS TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS

Têm sido muito frequentes os casos de maus-tratos para com os animais, assim como os casos de abandono, negligência, indiferença e toda a espécie de actos que conduzem a consequências de flagrante desrespeito para com a vida animal. Reportamo-nos principalmente aos mamíferos de quatro patas, nomeadamente aos vulgarmente chamados animais de companhia: os cães e os gatos. Quem teve ou tem um animal destes por companhia sabe decerto que este tipo de atrocidades cometidas ocorrem frequentemente e a ritmo diário em maior número do que seria de esperar. Infelizmente, muitos são os cães e gatos carentes que vagueiam abandonados pelas ruas à espera de um gesto de carinho, de um alimento, de um lugar quente para poderem pernoitar. E esta realidade cruel não pára de aumentar, se considerarmos os números tendencialmente crescentes de recolhas que os canis municipais fazem e dos animais que mantêm em cativeiro até chegar a hora do terrí­vel destino que é a morte por abate. Em canis municipais do paí­s encontram-se, não raras vezes, situações deploráveis de más condições de tratamento para com os quatro patas, seja em questões básicas como a alimentação, higiene e resguardo, pois a única coisa que têm é uma cela fria de um canil para dormir. Como se não bastasse, são muitos cães na mesma situação e sentem o que qualquer um sentiria num lugar atroz, ameaçador e terrí­fico. Os cães também sentem ansiedade e, nesses lugares, onde não têm carinho, nem atenção constante, pressentem que o destino não é nada bom. Sentem a problemática de ausência quando um companheiro da cela do lado parte... Sentem o isolamento e a questão premente de quando chegará a vez deles serem levados, talvez na esperança de saírem dali para poderem correr em liberdade. Mas a irritabilidade instala-se devido à incerteza que sentem, pois sabem não tornam a ver os seus companheiros que partiram e a pessoa que os leva é, não raras vezes, fria e insensí­vel, sem gestos de carinho ou piedade para com eles. Pressentem o perigo pelo faro, pelo tacto, pela ausência de afecto. Recebem visitas de vez em quando e no pensamento canino qualquer humano que seja diferente do habitual é um sinal de esperança e aviso em simultâneo. Pretendem dizer: "Tira-me daqui, leva-me embora, liberta-me!" E tantas vezes essa esperança se torna vã quando não vão com essa pessoa que está de passagem. Por vezes essa pessoa escolheu um cachorro bebé, ou então gostou mais de um cão aproximado dos de raça, ao invés deste amigo rafeiro, ou então ainda vai-se embora sem libertar nenhum, pois de tão maltratados que estão prefere comprar um animal que seja aparentemente mais saudável... E tantas vezes ele e os outros companheiros ladram sem parar, sendo-lhes apenas atirados os pratos de ração que, muitas vezes, não comem porque estão demasiado tristes para comer. Tal como as pessoas, os animais também têm sentimentos. Sentem o vazio, sentem quando alguém os tratou mal ou bem, sentem-se agradecidos quando alguém faz alguma coisa por eles e vingam-se quando são ignorados e desprezados... Há pessoas a trabalhar nesses canis para abate que até são sensí­veis e se esforçam por dar condições o mais dignas possí­veis aos animais até à chegada da sua hora. Zelam pelo seu agasalho, fazem-lhe umas festas de mimo com piedade, acompanham-nos até ao seu momento final, mas não podem mudar o seu destino mais certo e imposto ali. São impotentes para lutar contra uma lei que vigora e que a muito custo algum dia será abolida que é a lei de abate em Portugal. O canil municipal é o inimigo público número um do cão. É nele que a ameaça da morte paira no ar e é de vigência permanente, a não ser que alguém o salve e o adopte. Infelizmente são muito poucas as pessoas que conhecem esta triste realidade e que não lhes chega a informação necessária para saber como vivem os cães naquelas situações e quantos cães chega a ter um canil municipal para adoptar... Mas a maior parte deles não revela quantos animais tem em sua posse, qual o estado deles, quantos foram adoptados. Têm várias dezenas de animais e quanto maiores forem as instalações desse canil municipal, mais são os que mantêm em cativeiro. E os cães aparecem tristes, abatidos, sofrem tantas vezes de emagrecimento súbito, de irritabilidade constante, de ansiedade extrema e até, não raras vezes, de fobias... Nestes casos, por vezes, acontece o pior. Os cães ficam agressivos, porque não têm outra solução senão lutar contra o mundo cruel. É por isso que abandonar um animal traz consequências horrí­veis para o próprio animal, o homem e a sociedade em geral. Enquanto não se travarem os abandonos em massa e não se punirem eficazmente as pessoas que os abandonam e maltratam, a realidade nos canis municipais não vai acabar. E enquanto a lei do abate não for alterada ou abolida o destino de cães em canis não se altera. É preciso mudar mentalidades, denunciar actos de violência e de indiferença para com os próprios animais, pois isso viola claramente os Direitos Universais do Animal, proclamados pela UNESCO! Mas enquanto as próprias instituições não mudarem as suas atitudes, os particulares, ao verem os maus exemplos, acham que não fazem mal nenhum em deixar um animal numa praia a deambular só porque já não se acham com vontade de o manter. Acham que não fazem mal nenhum se o deixarem num poste amarrado só porque vão só ali ao café e já voltam, e tantos outros casos que se poderiam descrever que revelam a negligência das pessoas para com os animais em Portugal... E porque os animais também têm sentimentos, nunca abandones o teu animal de estimação! E quando pensares adoptar um cão ou gato, escolhe um que esteja num canil municipal. Ele ser-te-á grato o resto da vida!

Este como disse foi um texto enviado por Kleicy Borges do Canadá, ouvinte habitual deste programa SOSAnimal, a quem agradecemos a participação e o apelo mais uma vez esta causa que retrata e revela o abandono e os maus tratos aos nossos pequenos amigos de quatro patas.

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Passamos de imediato para os apelos que aqui chegam às dezenas, centenas por dia, e acredite que não é uma metáfora, é a mais pura realidade.

Assim sendo, este apelo foi feito pelo António Riscado que informou o seguinte:

LUCKY E SAMI

Desapareceram de sua casa os seus dois cães, aos quais ele tem obviamente muita estima e, a esta hora, já muita saudade, também.

Dois cães e vamos às características e a sua chamada de atenção ao circular nas ruas que fazem a área da Avenida do Mar, mais ou menos a meio, num cruzamento entre Belverde e Verdizela. É aí que está a casa do António Riscado e foi daí que os seus dois cães desapareceram no dia 3 de Janeiro.

Trata-se de um Serra d'Aire castanho escuro com as patas e o focinho de cor mais clara, castanho dourado, e também de um Samoiedo branco. Estes são os dois cães que desapareceram num incidente ao qual o António foi alheio, a porta automática que ele tem de protecção à sua casa abriu num qualquer mecanismo eléctrico que ainda não se conseguiu perceber e os animais durante a noite escaparam com a abertura dessa porta. Por isso mesmo o António está obviamente com muita saudade de ver os seus animais, já colocou imensas fotografias pelas zonas da Verdizela e Belverde, mas até agora não houve resposta. Por isso apelamos à sua máxima atenção para ver se encontra estes dois cães, Serra d'Aire assim mais ou menos de média estatura, muito peludo, pêlo castanho com as pontas mais claras, não são brancas, são castanho dourado, tem à volta de 7 anos e um Samoiedo totalmente branco, com cerca de 4 anos de idade. Chamam-se Lucky e Sami que teria na altura do seu desaparecimento, uma coleira vermelha, tal como se pode ver na foto.

LUCKY

SAMI

Fica feito o apelo, se souber alguma informação destes animais por favor contacte ou o SOSAnimal rádio através, claro, do número da RDS 21 226 8940 ou ligando directamente para o António Riscado 91 733 4571

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N I N A

Tempo ainda para lhe falarmos de mais um apelo a propósito da cadelinha Nina encontrada amarrada num poste na zona da margem sul. Uma senhora recolheu e esterilizou mas aconvivência com a outra cadela da casa não é das melhores e a Nina precisa de muita atenção. É muito brincalhona e activa. Fica o pedido de divulgação para e Nina que está a crescer o que reduz a sua oportunidade para adopção.
Os contactos são 93 328 91 60 ou 96 906 11 00

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CAMPANHAS DE ADOPÇÃO

6º Evento SOSAnimal - Terreiro do Paço

No dia 13 de Janeiro de 2008 (Domingo), o Terreiro do Paço vai estar encerrado ao trânsito automóvel, em mais uma iniciativa de mais um Domingo sem carros na Grande Lisboa.

O SOSAnimal vai estar presente com animais para adopção e sensibilização à população.
Vamos lá estar das 11:30 da manhã às 17 horas, deste próximo Domingo, 13 de Janeiro.

Pedimos aos colaboradores habituais que possam comparecer para ajudar a tomar conta dos animais, que ali vão estar disponíveis para adopção que apareçam, por favor.

E entretanto a si, ouvinte do SOSAnimal rádio da RDS e leitor deste blogue, o apelo é feito para recolher donativos que possa eventualmente fazer, e se não sabe o quê, dê um saltinho ao Terreiro do Paço e leve consigo qualquer destas opções:
  • Medicamentos diversos para animais;
  • Desparasitantes em pasta, comprimidos, sprays, etc;
  • Cobertores, mantas, toalhas, etc;
  • Cestos, alcofas, comedouros, coleiras e trelas;

Utensílios e produtos de limpeza, tais como:

  • Vassouras, esfregonas, baldes e pás;
  • Sacos do Lixo,
  • Lixívias, detergentes, trigene e outros;
  • Rolos de papel de cozinha, Toalhetes húmidos para bebé, pó de talco;

Alcool, betadine e outros desinfectantes;

Sacas de ração para Cão e Gato, Júnior ou Adulto, que pode facilmente adquirir em superfícies comerciais, em qualquer quantidade, e não precisam ser das mais caras, qualquer uma serve e mesmo as embalagens mais pequenas.

O que interessa mesmo é que haja esse gesto da sua parte. Se todos ajudarmos um bocadinho que seja, 1 euro que seja, acredite que muito em breve não vai haver animais abandonados nas ruas de Portugal, isto seria resolvido muito rapidamente.

Pense nisso, obrigado pela atenção que nos dispensou e até para a semana.

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